Artigo Anais I CINTEDI

ANAIS de Evento

ISSN: 2359-2915

HISTÓRIA E PROTAGONISMO: AFRICANIDADE, CULTURA HISTÓRICA E ENSINO DE HISTÓRIA NO MOVIMENTO SOCIAL NEGRO (1944-1988).

Palavra-chaves: PROTAGONISMO NEGRO, CULTURA HISTÓRICA, ENSINO DE HISTORIA Comunicação Oral (CO) EDUCAÇÃO INCLUSIVA E A TEMÁTICA AFRICANA E AFROBRASILEIRA.
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Publicado em 02 de dezembro de 2014

Resumo

O trabalho tem o objetivo estudar como população negra através do movimento social estabeleceu o encontro entre historiografia e ativismo, com vista à construção de novas representações para o ensino de história em contraposição à historiografia tradicional. Essa população procurou sistematizar a articulação entre o processo e a produção histórica, sendo ao mesmo tempo agente que transmite e que recebe o conhecimento. Na busca pela significação de suas representações no campo da história, criou a oportunidade de adquirir, produzir e compartilhar conhecimentos sobre a experiência acumulada durante a sua trajetória de resistência, possibilitando ações educativas no campo da história que resultou na implantação de programas de educação para a cidadania, envolvendo grupos dos movimentos negros e outros setores da sociedade (associações comunitárias, municípios, estados e união). Para tanto, o trabalho estará assentado teoricamente no campo da história cultural, inserido no que os especialistas vêm chamando da produção social da democracia republicana e da cidadania étnico-racial. A história cultural proporcionou uma “virada cultural” nos estudos históricos (Burke, 2005). Essa virada causou transformações importantes que possibilitaram emergir novas interpretações, que não só estavam na periferia, como também, contribuíram e contribuem para quebra de paradigmas do conhecimento histórico. Essa nova perspectiva de interpretação cultural, é fundamental para a compreensão da função prática do saber histórico, de como a racionalidade pode ser reforçada através do contato do indivíduo ou de determinado grupo com o saber e com a experiência histórica. O saber histórico se apresenta como fator relevante para orientação da vida prática, tendo a formação historiográfica como modo prático de operar a consciência histórica, que nem sempre fica a cargo do historiador, fomentando o que se convencionou chamar de cultura histórica.Nesse sentido, concordamos com Jörn Rüsen, que entende a cultura histórica como um campo onde os potenciais de racionalidade do pensamento histórico atuam na vida prática, ou seja, o especificamente histórico tem um lugar próprio e peculiar no quadro cultural de orientação da vida humana (2007, p.121).A cultura histórica se apresenta para determinados grupos como mecanismo de orientação do tempo e da constituição da identidade. Como formadora de saberes na luta pelo reconhecimento e valorização de suas identidades históricas na constituição da vida prática desses grupos no mundo social no qual estão inseridos. Dessa forma, este trabalho está inserido no processo de perceber a produção e os produtores dos bens simbólicos afro-brasileiros a partir de suas identidades relacionadas e marcadas pela diferença, na perspectiva de se contrapor ao racismo à brasileira (Woodward, 2000, p. 8-10; Nascimento, 2003, pp. 51-58). Ou seja, se desenvolvera a partir do corte temporal de 1944 a 1988, que representa o momento mais vigoroso do movimento social negro contemporâneo, que gestou três campos de luta politica e simbólica que resultaram na atual conjura dos movimentos quilombolas e nas ações afirmativas, no que Flores denominou de gerações quilombistas (p.109,2008): a Frente Negra Brasileira (1931-1937), o Teatro Experimental do Negro (1944-1968) e o Movimento Negro Unificado (1978).

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