Resumo Trabalho

TIRO, PORRADA E BOMBA

Autor(es): PÂMELA SOUZA DA SILVA e orientado por ALDO VICTORIO FILHO

Este artigo parte da pesquisa de mestrado chamada Choque de Monstros: Corpo, identidade e visualidade na escola. Pesquisa esta que foi construda sobre um embolado de corpos vibrantes. A memria sempre repleta de imagens aponta a insipincia das palavras e as suas traies. Reconhecemos que a palavra feita arte, poesia e literatura, oferece tanto quanto o escritor e o leitor produzem em suas interaes. Contudo, esse texto mesmo oscilando entre o desejo e quem o escreve e expectativa da percepo de quem o ler, no pretende ser alm do resultado parcial de uma experincia investigativa. Uma experincia que aliou recursos comuns arte, ou seja, certa licena potica e experimentao livre. Recursos necessrios s realizaes cartogrficas e s performances dos encontros entre colaboradores e a pesquisadora. A aposta de que os corpos discentes oferecem ateno docente, problematizaes muito mais teis continuidade e atualizao da escola do que outros recursos supostamente disponveis. A ateno voltada para as novas geraes de estudantes simultaneamente perscrutao dos efeitos dos seus encontros no corpo da professora e pesquisadora a via metodolgica. Assim, a representao do tema se expande. As diferenas apontadas, qual se aponta o monstro, diferindo-o, por meio do indicador em riste, de nossa normalidade, so as designaes anacrnicas mais insistentemente recorrentes, a negra, o negro, a negritude, a sapatona, o viado, a travesti, o pobre, o analfabeto, o incompetente, o indcil, o bandido, o inadequado, o inoportuno. Aquele que choca, denunciando em nosso estranhamento, nossa incompetncia diante do que foge aos fraudulentos manuais da normalidade. E mais, a nossa cumplicidade e atuao no laboratrio que cria o monstro. Questes que a corporeidade clandestina escola, corporeidade ps moralista em relao aos princpios, em muitos aspectos, anacrnicos, dos currculos oficiais, corporeidade juvenil e em fluxo, ou seja, em plenitude existencial e fora esttica, exigem tratar e ocupar espao destacado nos encontros que s a escola promove e nem sempre aproveita em concreto e objetivo benefcio de estudantes.

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