Resumo Trabalho

SALA DE AULA: “LABORATÓRIO” E NÃO CONSULTÓRIO

JACQUELINE DE SOUZA GOMES

Este artigo é uma contribuição para pensar o diagnóstico no âmbito da educação inclusiva. À luz da sociologia do diagnóstico, compartilhamos inquietações sobre os impactos que os diagnósticos de doenças (ou a ausência deles) têm na formulação de práticas pedagógicas e no próprio desenvolvimento intelectual de uma pessoa rotulada com uma doença, seus familiares e toda a comunidade escolar. Via de regra, a educação inclusiva tende a ser interpretada em um sentido restrito, a referir-se apenas às pessoas com deficiências. Contudo, é preciso reavaliar nossa compreensão sobre o que seja deficiência, inclusão e educação inclusiva. Longe do simplismo, não identificamos como fácil a tarefa de consolidação de uma sala de aula inclusiva, a identificamos como possível. Portanto, enquanto educadores, confrontarmo-nos com os valores impregnados nestes rótulos é ainda um passo importante rumo a referida consolidação. Uma sala de aula pode ser tomada como um espaço de possibilidades e, como tal, poderá se tornar um espaço para experimentar o impossível, para que possamos reinventar-nos enquanto pessoas e ressignificarmos nossas práticas pedagógicas.

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