Resumo Trabalho

TRAJETÓRIA E PROCESSO: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA INCLUSIVA, O USO DO JOGO DA VELHA NA GEOMETRIA PARA ALUNOS DEFICIENTES VISUAIS

PRISCILA ARAÚJO SIMÕES

A presente investigação é fruto de nossa conclusão de curso TCC e aborda sobre a trajetória e processo do uso de materiais manipuláveis, especificamente o uso do Jogo da Velha no ensino da Geometria para alunos deficientes visuais (cegos e baixa visão) do Ensino Fundamental. Nossa investigação durante o TCC tem sua origem a partir de trabalhos desenvolvidos em um Projeto do Observatório da Educação (OBEDUC/CAPES), o qual teve perfil colaborativo entre as Universidades UFMS, UEPB e UFAL, sendo a UEPB a que fomos membro, na Equipe Educação Matemática e Deficiência Visual. Objetivamos utilizar materiais manipuláveis relacionados à prática escolar de alunos deficientes visuais. Focamos no Jogo da Velha para a realização de nossa investigação, com o intuito de apresentar para alunos novas possibilidades de se trabalhar conteúdos geométricos. Os sujeitos participantes foram 23 alunos, entre eles cegos, baixa visão e videntes do 6º, 7º, 8º e 9º anos da E.E.E.F.M Senador Argemiro de Figueiredo, localizada na cidade de Campina Grande, Paraíba. Como investigação qualitativa, os instrumentos utilizados foram questionário grupal e individual, observação participante, notas de campo, filmagens, fotos, além da proposta didática e Tabuleiro do Jogo da Velha com peças geométricas adaptadas e por nós confeccionadas. Diante de uma prática especializada e métodos inovadores podemos incluir os alunos cegos em todas as aulas de Matemática, de modo que esses alunos aprendam e participem da mesma maneira que os alunos videntes. Acreditamos que nossa pesquisa possa vir a contribuir ao ensino e aprendizagem de alunos deficientes visuais, pois pudemos presenciar o quanto o uso de materiais manipuláveis influencia na aprendizagem de qualquer aluno que tenha dificuldade em desenvolver conceitos matemáticos.

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