Resumo Trabalho

AUTORREGULAÇÃO DA APRENDIZAGEM: RELATO DOS ALUNOS DO NONO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS

ANNA PATRÍCIA BARROS MENDES

Os estudos sobre autorregulação da aprendizagem tiveram início a partir de 1980, inicialmente a pesquisa sobre autorregulação da aprendizagem focalizou predominantemente as estratégias de aprendizagem. Desde então, vários autores se debruçam sobre o tema na busca de compreender como os alunos conseguem regular a sua própria aprendizagem o que resultou, nas últimas décadas, em um aumento nos estudos teóricos e empíricos, centrados na compreensão dos processos psicológicos, internos e transacionais, que tornam possível ao sujeito gerir o seu próprio comportamento de acordo com suas metas e desejos pessoais e das exigências do meio, bem como efetuar alguma espécie de controle sobre os seus pensamentos, conhecimentos, sentimentos, comportamentos e meio, de forma a poder tomar opções e a manter essas ações até a realização do alvo traçado. Nesta perspectiva, vários estudos têm sido desenvolvidos com o propósito de demonstrar que os alunos conseguem melhores resultados acadêmicos, baseados na compreensão dos conteúdos e na construção de significados pessoais, quando controlam conscientemente os seus processos de aprendizagem, ou seja, quando se tornam autorregulados. A pesquisa teve como objetivo compreender a proatividade dos estudantes do nono ano do Ensino Fundamental Anos Finais na construção do seu processo de autorregulação da aprendizagem. O estudo foi do tipo descritivo-explicativo e de natureza qualitativa. A coleta de dados foi realizada em uma escola particular,localizada na cidade de Campina Grande - PB. A amostra contou com a participação de 130 alunos,todos estudantes do 9° do Ensino Fundamental Anos Finais. Para a coleta de dados foi utilizado, como instrumento, um questionário contendo perguntas abertas. Após a coleta dos dados, os questionários foram analisados de acordo com a análise de conteúdo de Bardin (1977). A partir da análise dos dados, pode-se observar a ausência de proatividade por parte dos estudantes frente ao seu processo de autorregulação da aprendizagem quando estes não dispõem de um planejamento concreto, palpável e estruturado para o alcance de seus objetivos bem como no que concerne a utilização das estratégias de aprendizagem os mesmo recorrem as técnicas superficiais fruto da falta de conhecimento em aplicar tais estratégias. Além disso, ficou evidente a ausência de uma rotina de estudo algo de extrema importância para construção do processo autorregulatório da aprendizagem.Desse modo, é preciso questionar as práticas adotadas e a qualidade do ensino para que se possa fazer uma transformação que melhore o nível das aprendizagens realizadas nas escolas, exigindo um novo modo de compreender a escola que se traduza na necessidade de delinear novos currículos que sirvam não só para aprender, mas também para continuar a aprender.

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