Resumo Trabalho

DEPRESSÃO COMO PREDITOR PARA FRAGILIDADE NOS IDOSOS: UMA REVISÃO NARRATIVA

Autor(es): MARCUS KIITI BORGES e orientado por IVAN APRAHAMIAN

Introdução: A relação entre depressão e fragilidade ainda é controversa e baseada em poucos estudos longitudinais. Revisões sistemáticas sobre o tema suportam a hipótese que haveria uma potencial sobreposição de fatores clínicos e epidemiológicos de ambas. Dados da literatura demonstram que a depressão está substancialmente associada à fragilidade, com coeficientes de correlação variando de 0,61 a 0,70. Este estudo de revisão da literatura tem como objetivo avaliar a relação entre a depressão e a fragilidade. Metodologia: Nós realizamos uma revisão narrativa. Descritores usados para busca no PubMed foram: "aged" AND "frailty" AND "elderly" OR "depressive disorder" AND "depression". Critérios de inclusão e exclusão foram utilizados. Resultados: Evidências da literatura mostram a relação bidirecional e possíveis ligações causais entre a depressão geriátrica e a fragilidade. Estudos com desenho longitudinal, buscando avaliar a relação de causalidade entre depressão e fragilidade, são escassos na literatura. Quatro estudos longitudinais, com qualidade metodológica, avaliaram o risco para o desenvolvimento de fragilidade entre idosos deprimidos, sendo um destes estudos conduzido no Brasil. Conclusão: Conclui-se que a associação que ocorre entre condições médicas e transtornos depressivos, pode ser bidirecional, ou seja, um problema de saúde pode favorecer uma predisposição ao transtorno psiquiátrico e conferir piores resultados à condição clínica. Este estudo de revisão demonstrou que a relação prospectiva entre a sintomatologia depressiva e o risco aumentado de incidência na fragilidade foi robusta, enquanto que a relação inversa foi menos conclusiva.

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