Resumo Trabalho

VIOLÊNCIA(S) DE GÊNERO: A REPRESENTAÇÃO DA PESSOA TRANS NOS PORTAIS DE NOTÍCIAS PARAIBANOS

Autor(es): ALESSANDRA CLEMENTINO DOS SANTOS, JOSÉ PEDRO DA SILVA JÚNIOR, MARYANNE MARQUES GONÇALVES PAULINO DE SOUSA e orientado por ADA KESEA GUEDES BEZERRA

O presente artigo é resultado do Projeto de Pesquisa de Iniciação Científica da Universidade Estadual da Paraíba, “Jornalismo, Gênero e Violência: um Estudo da Percepção e Representação da Mulher e da Pessoa Trans em Sites Paraibanos de Notícia”, que objetiva analisar conteúdos jornalísticos que trazem a temática da violência contra a mulher e a pessoa trans em sites paraibanos de notícias, na tentativa de compreender a representação social forjada desses sujeitos. O recorte apresentado dará conta de 16 matérias referentes a 03 casos de violência contra a pessoa trans registrados durante os oito meses de levantamento do projeto (entre setembro de 2017 e abril de 2018), nos sites Paraíba Online, Jornal da Paraíba, ClickPB, PBagora e Blog do Márcio Rangel. Nessa perspectiva, utilizaremos como método de investigação a Análise de Discurso como descrita por Orlandi (2009), além de trazer uma discussão a partir da sociologia da mídia; teoria do jornalismo; estudos de gênero e; noção de representação social. Os resultados revelam desinformação por parte dos jornalistas quanto às terminologias adequadas para se referir a pessoa trans, trocando do feminino para o masculino no meio da frase “Uma pessoa foi assassinado”; além da utilização do estilo de vida do sujeito trans: “Travesti é morta por cliente após programa no Centro de João Pessoa” e do suspeito: "Sou casado, pai de quatro filhos. Bem casado há 17 anos" como forma de amenizar o crime. Desta maneira, os discursos dos portais acabam por reproduzir estereótipos e naturalizar as agressões contra a pessoa trans.

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