Resumo Trabalho

ATIVIDADE GENOTÓXICA DE TABEBUIA AUREA (BIGNONIACEAE) EM TESTE DE ALLIUM CEPA (AMARYLLIDACEAE).

Autor(es): MARCIA SIMONE ARAÚJO DA SILVA SOUZA, ANNA CLARA PAULINO DE QUEIROZ e orientado por MARCOS ANTONIO NOBREGA DE SOUSA

A Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. & Hook. f. ex S. Moore pertence à família Bignoniaceae, conhecida como Craibeira, Craiba, Ipê do cerrado. Sua entrecasca é útil para o tratamento de gripes e resfriados e pode ser utilizada na forma de xaropes ou infusões. O objetivo desse estudo foi testar os possíveis efeitos tóxico, citotóxico e genotóxico de T. aurea, em células de Allium cepa. Foram utilizados extratos aquosos de cascas do caule de T. aurea, nas concentrações 4 g/1000 mL (0,4%), 4 g/500 mL (0,8%) e 4 g/100 mL (4%) para as concentrações de tratamentos teste, água destilada para o controle negativo, paracetamol a (500 μL/mL) para o controle positivo, e para o controle antigenotóxico foi utilizado uma mistura em partes iguais da concentração de paracetamol do controle positivo mais o extrato aquoso de T. aurea na maior concentração (4%). Foi observado ausência de germinação das sementes em todas as réplicas nos testes realizados para o controle positivo e o antigenotóxico. A análise de germinação de sementes mostrou indicativo de toxicidade nas concentrações testadas, mas apenas a concentração de 4% apresentou-se com uma diferença estatística significativa. As anomalias observadas nas radículas da T. aurea sugere um indicativo de processos genotóxicos. A análise das fases do índice mitótico para cada concentração-teste, apresentou diferença significativa quanto ao número de prófases em relação ao controle negativo, nas concentrações de 0,8% e 4%. Conclui-se que o extrato aquoso de Tabebuia aurea apresentou indícios de toxicidade, citotoxicidade e genotoxicidade.

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