Resumo Trabalho

BACTÉRIAS RESISTENTES AOS ANTIMICROBIANOS E A IMINENTE CRISE MUNDIAL NA BUSCA POR NOVOS ANTIBIÓTICOS.

Autor(es): MYKAELLA JOYCE SILVA DE ARAÚJO, AMANDA GEOVANA PEREIRA DE ARAÚJO, MARIA DAS GRAÇAS MORAIS DE MEDEIROS, CARLIANE REBECA COELHO DA SILVA e orientado por IGOR LUIZ VIEIRA DE LIMA SANTOS

Bactérias são microrganismos procarióticos unicelulares de vida livre ou parasítica e sua morfologia pode ser multivariada como cocos, bacilos e espirilos. São organismos cosmopolitas podem ser encontrados nos mais diferentes ambientes como água, solo, ar, plantas e animais revestindo a pele, as mucosas e presentes no trato intestinal. Elas estão intrinsecamente ligadas às vidas de organismos e aos amplos ambientes em que habitam. Essas bactérias se adaptam rapidamente ao ambiente respondendo as suas mudanças, buscando sempre a sobrevivência e reprodução. Desde que foi descoberto o primeiro antibiótico, a penicilina, até o mais recente encontrado, a medicina vem trazendo significantes melhorias na saúde da população. Entretanto, a necessidade de usar cada vez mais antimicrobianos, para produção animal e vegetal, muitas vezes trás inúmeras complicações. Tendo isso em vista a aplicação intensa na medicina e na agricultura para produção de alimentos é de suma importância, pois, tem-se percebido um aumento considerável na persistência bacteriana frente a esses antibióticos. Fármacos que há 20 anos surtiam um efeito significativo quando introduzidos em pacientes, hoje são inúteis devido à variabilidade e adaptação dos mecanismos antimicrobianos desses microrganismos. Tudo passa a depender de doses cada vez mais fortes dessas drogas para combater as bactérias. Atualmente, acredita-se que entre dez bactérias isoladas, pelo menos oito apresentam resistência a algum tipo de antibiótico conhecido. Utilizando uma metodologia sistemática de estudo exploratório qualitativo por meio de uma pesquisa bibliográfica e aplicada em diversas bases de dados de literatura recomendada. Foram pesquisados termos chaves como “Klebsiella pneumoniae resistance”, “bacterial” e “Staphylococcus aureus resistance” nos bancos de dados Pubmed e Web of Science. O presente trabalho tem como base a preocupação das agências de saúde governamentais do Brasil e do mundo em entender melhor os mecanismos que promovem a resistência aos antimicrobianos. Isto acaba também preocupando a população de modo geral visto que é ela a mais afetada por tais mecanismos e pela ocorrência de bactérias resistentes em hospitais, clínicas e unidades de saúde Brasil afora. O objetivo principal do trabalho é disseminar de modo claro e conciso informações sobre os mecanismos de resistência bacteriana focando particularmente em linhagens de Klebsiella pneumoniae e de Staphylococcus aureus pela sua maior incidência nos casos mundiais e devido a isto poderem ser mais facilmente identificadas em presentes e futuros casos no país. É possível concluir com o trabalho que a população mundial passa por uma crise contra microrganismos com resistência aos antibióticos sem precedente, deixando os órgãos epidemiológicos e órgãos da saúde em alerta constante. Apesar disso, novos mecanismos baseados em engenharia genética podem contribuir substancialmente para o monitoramento e tratamento desse problema. Portanto, é de suma importância a busca por novas drogas e mecanismos de ação e também o esclarecimento da população e dos profissionais diretamente envolvidos com o problema.

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