Resumo Trabalho

EFEITOS ALELOPÁTICOS DO SORGO E VARIAÇÕES ESTRUTURAIS NAS SEQUÊNCIAS GÊNICAS DE DESATURASES PARTICIPANTES DA VIA DE PRODUÇÃO DO SORGOLEONE

Autor(es): CARLIANE REBECA COELHO DA SILVA, SILMARA CHAVES DE SOUZA, MARÍLIA DE MACÊDO DUARTE MORAIS e orientado por IGOR LUIZ VIEIRA DE LIMA SANTOS

O sorgo é um importante cereal cultivado em todo o mundo devido particularmente a sua alta produtividade e composição nutricional que é semelhante a do milho. A cultura do sorgo cresceu rapidamente nestes últimos anos, por ser uma planta com características xerófilas, apresentando um aumento de sua produção principalmente na região nordeste devido a sua capacidade de suportar ambientes de cultivo mais secos. Ademais, ele pode ser utilizado no controle de ervas daninhas que têm sido um grande problema para diversas culturas reduzindo significativamente suas produções, principalmente quando é empregado em sistemas de cultivo rotativo ou consorciado. Isto é possível devido à capacidade que ele tem de produzir substâncias nos tricomas de suas raízes, a esta capacidade é dado o nome de alelopatia. Alelopatia é a capacidade de um organismo produzir metabólitos que atuam inibindo ou estimulando crescimento ou o desenvolvimento de outros organismos, que estão próximos e que competem por recursos limitados como: nutrientes, água e luz. O sorgo é uma das plantas que possuem sua alelopatia comprovada, produzindo um complexo de substâncias lipídicas e proteínas denominados genericamente de sorgoleone, tendo como seu principal composto o 2-hidroxi-5-metoxi-3-[(Z,Z)-8’,11’,14’-pentadecatrieno]-p-benzoquinona, que é naturalmente liberado para o solo a partir dos tricomas das suas raízes e, no momento em que entram em contato com as ervas daninhas, inibem seu crescimento. O advento e aplicabilidade da biotecnologia na agricultura propiciaram a utilização de ferramentas da engenharia genética para o controle de diversas pragas, dentre elas as ervas daninhas. Isto propiciou a redução do uso de defensivos químicos favorecendo desse modo uma produção mais saudável das culturas. Pesquisas têm sido realizadas prospectando genes e plantas que favoreçam essa inibição natural, consistindo na produção de substâncias. Entre os organismos alelopáticos que já foram identificados na natureza, têm-se as bactérias, liquens, fungos e as plantas. Esses últimos podem utilizar aleloquímicos nas suas relações planta-planta, planta-inseto e até mesmo planta-herbívoro. Por sua reconhecida alelopatia, o sorgo tem sido utilizado em sistemas de cultivo consorciado na tentativa de diminuir o uso de herbicidas químicos, devido à produção de compostos com atividade biológica o sorgoleone. Este exsudado é liberado naturalmente em quantidades relevantes nos tricomas das raízes do sorgo, que quando em contato com as ervas daninhas inibem seu crescimento por atuarem, principalmente, na inibição da via fotossintética dessa praga. Dito isto, o controle das ervas daninhas na agricultura moderna pode residir no desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas ou que possuam uma inibição natural a essas pragas.

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