Resumo Trabalho

ANÁLISE ESTATÍSTICA DA DUREZA NA INTERFACE SUBSTRATO/METAL DE SOLDA DE REVESTIMENTOS CONTRA CORROSÃO

Autor(es): GABRIELLY SANTANA CARDOSO, ARELI MESQUITA DA SILVA, JOMAR MEIRELES BARROS, DIVANIRA FERREIRA MAIA e orientado por MARCOS MESQUITA DA SILVA

Neste artigo abordamos a importância de analisar a dureza de revestimento contra corrosão, usando como recurso a aplicação de ferramentas estatísticas básicas, ou seja, devido a alguns problemas que podem ser encontrados, é importante os ensaios de dureza, que se tornam decisivos na resistência à corrosão dos revestimentos aplicados por soldagem. Para isso foi realizado o processo de soldagem ao arco submerso (SAW) para aplicação do revestimentos, os mesmos foram depositados sobre um substrato de aço API 5L Gr B, sendo assim, alguns parâmetros de soldagem foram estabelecidos. Posteriormente, realizou-se o procedimento convencional de metalografia, ou seja, foi realizado o corte, lixamento, polimento, ataque químico, análise e registro das microestruturas. Sendo assim, realizou-se nas amostras ensaios de microdureza vickers com duas metodologias diferentes. A primeira consistiu em medidas próximas à linha de fusão (LF) do lado do Metal de Solda (MS) e a segunda consistiu em medidas nas superfícies dos revestimentos a uma altura de 3 mm do revestimento. Logo, os resultados de microdurezas, para as duas metodologias, foram analisados através de ferramentas estatísticas básicas tais como histogramas e diagramas box plot. Desse modo, verificamos que os dados dos histogramas corroboram com os resultados do diagrama box plot, pois o revestimento RT2 apresentou a maior quantidade de zonas parcialmente diluídas (ZPDs), enquanto o revestimento RT3 apresentou a menor quantidade, devido ao RT2 possuir o menor valor de tensão e proporcionado a maior dispersão nos resultados de dureza na interface, enquanto a maior tensão favoreceu a menor dispersão nos valores de dureza (RT3). Já a dureza na superfície, apesar da variabilidade, contatou-se que estatisticamente não houve dispersão dos valores, no qual ocorreu na dureza da interface, isto indica que não ocorre a formação de ZPDs na superfície do revestimento. Sendo assim, os resultados de dureza na interface revestimento/substrato foram estatisticamente mais dispersos quando comparados àqueles valores de dureza obtidos na superfície dos revestimentos. As ferramentas estatística utilizadas proporcionaram análises qualitativas e quantitativas dos valores de dureza obtidos nas interfaces e superfícies dos revestimentos. Com isso, o revestimento RT3, em termos metalúrgicos, foi o que apresentou os melhores resultados já que mostrou uma menor dispersão e menores quantidades de medidas acima de 300HV. Além do mais, apresentou uma menor quantidade de ferro.

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