Resumo Trabalho

"CRIANÇAS NÃO NASCEM RACISTAS": DESVELANDO RACISMO NA ESCOLA.

FIAMMA MENEZES LOPES, CRISTIANE DE OLIVEIRA FÉLIX, LUZINEIDE MOREIRA MARTINS, JOSELICY ALVES BEZERRA

Este artigo tem como objetivo compreender as práticas de discriminação racial existentes nas escolas públicas de ensino fundamental I da cidade de Iguatu-Ce, enfatizando a aplicabilidade da Lei 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura Africana e Afro-brasileira nos sistemas de ensino público e privado, além de ser um símbolo de uma extensa luta de muitas gerações, para que os brasileiros conheçam a cultura africana. No período da escravidão, os africanos trabalharam contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e cultural, apesar da importância dessa contribuição, a elite brasileira sempre tentou ignorar a africanidade do Brasil, impondo uma cultura e costumes de maneira determinante, criando um sentimento de inferioridade dos grupos étnicos diferentes do padrão europeu. Esse sentimento tem se reproduzido no espaço escolar, onde são propagados socialmente, que dependendo do posicionamento e do método adotado pela escola, podem ganhar ou perder força. Durante os processos de socialização, que ocorrem dentro da escola, a criança tem a chance de desenvolver sua identidade e autonomia, e através da interação com outras crianças, tem a oportunidade de perceber as diferenças socioculturais, religiosas, costumes e valores. Tornando-se assim, de fundamental importância que os profissionais da educação estejam preparados para enfrentar estes desafios que estão cada vez mais presentes na escola. Mas, levando em consideração a não aplicabilidade da Lei 10.639/03 e o racismo na escola, percebemos que é urgente o desenvolvimento de novas práticas pedagógicas que estejam relacionadas diretamente ao combate do preconceito, racismo e discriminação racial presentes no espaço escolar.

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