Resumo Trabalho

CAPACIDADE DE SORÇÃO DA FIBRA DE LICURI NA REMOÇÃO DE ÁGUA OLEOSA PROVENIENTE DO PETRÓLEO

Autor(es): PEDRO VICTOR BOMFIM BAHIA e orientado por ROSANGELA REGIA LIMA VIDAL e orientado por ROSANGELA REGIA LIMA VIDAL

Com o intuito de avaliar a capacidade de sorção da fibra de licuri foram realizados experimentos de cinética e de isoterma de sorção em batelada, utilizando baixas concentrações inicias de óleo cru na água oleosa sintética em meio altamente salino. A cinética de sorção foi avaliada variando o tempo de contato e a isoterma de sorção foi obtida após 4 h de contato, ambos em diferentes concentrações iniciais de óleo na água oleosa sintética. Os sistemas foram avaliados utilizando 0,5 g/L de fibra, sob a rotação de 140 rpm e a temperatura de 37 °C, constantes. A cinética de sorção mostrou que o equilíbrio foi atingido a partir de 3 h de contado entre o óleo e a fibra, para concentração inicial de óleo a partir de 40 mg/L. O modelo que melhor se ajustou aos dados obtidos foi o de Freundlich, indicando que a adsorção óleo-fibra ocorre em multicamadas. O mecanismo de sorção foi atribuído a estrutura e a composição química da fibra, em que os processos de adsorção (óleo-licuri ou cera) e absorção (óleo-celulose) ocorrem simultaneamente. A fibra de licuri apresentou uma boa capacidade de remoção do óleo presente na água oleosa salina, podendo ser utilizada em águas oleosas com concentrações iniciais de óleo menores do que 100 mg/L, visto que a porcentagem de remoção foi de 52%, cumprindo o limite de descarte máximo diário estabelecido pelo CONAMA de 42 mg/L.

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