Resumo Trabalho

A LUDICIDADE COMO AUXÍLIO FACILITADOR NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA LEITURA E ESCRITA: EXPERIÊNCIA DA ESCOLA MUNICIPAL RURAL JOSÉ EPAMINONDAS DE SOUZA, NO SÍTIO JARAMATAIA, MUNICÍPIO DE TAPEROÁ – PB

KEUDMA RICHELLE TIBURTINO COSTA, RAFAEL DOS SANTOS FIRMINO

Há muitos conceitos para o termo ludicidade, Porém, é importante ressaltar que as atividades lúdicas não se restringem aos jogos e às brincadeiras, mas incluem atividades que possibilitam momentos de prazer, entrega e integração dos envolvidos. Assim, a ludicidade não é encontrada no prazer estereotipado, no que é dado pronto, pois, este não possui a marca da singularidade do sujeito que as vivencia. Já a leitura é, por si só, a possibilidade de uma conexão entre a fantasia e o real. O ato de ler é o momento em que nos aculturamos e nos apropriamos de diferentes saberes por meio de palavras escritas, lidas, ouvidas, percebidas, sentidas. O que traz ludicidade para a sala de aula é muito mais uma “atitude” lúdica do educador e dos educandos. Assumir essa postura implica sensibilidade, envolvimento, uma mudança interna, cognitiva, mas, principalmente, uma mudança afetiva. A ludicidade exige uma predisposição, o que não se adquire apenas com a aquisição de conceitos, de conhecimentos, embora estes sejam muito importantes. A figura do professor é o modelo a ser seguido. Crianças levam, em suas melhores lembranças, com muito carinho, a imagem de quem lhes abriu as portas para o mundo letrado, para quem as acolheu e lhes deu a segurança no processo de construção da autonomia, do aprender com alegria. O Projeto denominado “Dia D da Leitura”, idealizado pelo supervisor, Rafael dos Santos Firmino, desenvolvido pelo professor, Damião da Silva Souza, graduado em Pedagogia em Regime Especial pela UEPB, junto com suas colegas, Adelma da Silva Souza e Maria José Nunes do Nascimento Souza, com alunos do 3º ao 5º anos, faixas etárias entre 08 a 16 anos, na Escola Municipal de Ensino Fundamental José Epaminondas de Souza, no sítio Jaramataia, zona rural do município de Taperoá, constitui em desenvolver o hábito da leitura com prazer, estimulando a imaginação, a compreensão, oralidade, solidariedade e enriquecendo o vocabulário dos alunos, através de aulas ao ar livre como ponto de partida a realidade social a qual estão inseridos. Apesar da implantação crescente da política de nucleação escolar e o consequente fechamento das unidades educacionais nas zonas rurais, o contingente de crianças e jovens que estudam nas escolas do campo no país e principalmente no interior do Nordeste é significativo. Sendo assim, essas escolas, em razão das distâncias que caracterizam esses espaços, foram e continuam sendo uma necessidade que se impõe como estratégia para atender as famílias que ali moram ao seu direito à educação. Porém, há um paradoxo, já que, via de regra, esse direito não é seguido dos recursos necessários para se fazer uma educação de qualidade – nem recursos materiais e muitas vezes também de formação pedagógica adequada.O aprender brincando é ferramenta fundamental que favorece a construção de conhecimentos, elevação da autoestima e torna as atividades mais prazerosas. Percebeu-se o compromisso que os professores tem em oferecer às crianças, oportunidades do contato com os livros, de maneira enriquecedora,clara e objetiva explorando não somente a leitura, mas também a escrita.

Veja o artigo completo: PDF