Resumo Trabalho

A DEVOO DE NARCISO: A ANGUSTIANTE DINMICA DO CORPO PERVERSO

Autor(es): FABIO GUSTAVO ROMERO SIMEO e orientado por PROF. DR. HERMANO DE FRANA RODRIGUES

O homem, na sua averso a tudo aquilo que lhe diferente e que no consegue controlar sempre erigiu barreiras ao redor da sexualidade. Atravs de discursos ora religiosos, ora mdico-legais, a sexualidade correntemente via-se interditada por um falso moralismo, que institui, no decurso temporal, uma dispora entre prticas sexuais higinicas e sexo abjeto. Assim, qualquer sujeito que ousasse transgredir os limites do entendido como natural era vilmente rotulado de perverso. Na atualidade, a cincia mdica, mais especificamente a psiquiatria, que define as atividades sexuais desviantes, denominando-as de parafilias, a exemplo do voyeurismo, exibicionismo, sadomasoquismo, fetichismo, entre outras. contra essa normatizao que o trabalho da psicanalista neozelandesa Joyce McDougall se constri. Com o conceito de neo-sexualidades, McDougall compreende a plasticidade dos laos erticos como arranjos, ou simplesmente possibilidades, que a prpria sexualidade humana nos proporciona. Dessa maneira, procura livrar-lhes da conotao negativa que o termo perverso carrega. Nossa pesquisa, numa conexo entre os estudos psicanalticos de base (ps)freudiana, e a leitura que McDougall faz das perverses sexuais enquanto solues psquicas, procura elucidar, no conto Relicrio, de Felipe Greco, os mecanismos subjetivos da perverso, os quais mobilizam o protagonista, demarcando sua maneira de enlaar-se com o outro, numa liturgia onde a castrao rarefeita e insuficiente.

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