Resumo Trabalho

A COMERCIALIZAO DO DESEJO: UMA QUESTO DE SUPLNCIA OU COMPLEMENTARIDADE?

Autor(es): ELISANGELA MARCOS SEDLMAIER, HERMANO DE FRANA RODRIGUES, NICOLE CORTE LAGAZZI e orientado por HERMANO DE FRANA RODRIGUES e orientado por HERMANO DE FRANA RODRIGUES

A contemporaneidade nos abraa como se o mundo fosse de pura fugacidade, liberdade e de prazer. Por estarmos inseridos neste contexto sabemos que os discursos, amide, exalam odores narcsicos, prprios de um certo hedonismo que violenta a diferena e a alteridade. Nesse cenrio, o corpo ertico, por vezes, encontra-se envolto no vu do proibido e do desconhecido, permanecendo incuo frente ao conservadorismo e a hipocrisia. E a situao parece tornar-se mais complexa quando tentamos abarcar o corpo prostitudo, pois alguns vus podem cair e ulteriores teimam em aparecer, deixando latente a incapacidade humana de lidar com as vicissitudes da sexualidade. O corpo prostitudo, ainda considerado um organismo doente, imoral e pornogrfico, um forte indicador das contradies sociais, responsveis pela estigmatizao de um feminino que, resistente opresso, consegue se subjetivar e se (re)significar a partir das perdas que lhe so solidrias. Abordaremos esta dinmica a partir da interseco dos saberes oriundos da arte literria e da cincia psicanaltica. Para tanto, percorreremos as pginas do livro Amar: Verbo Intransitivo- Idlio (1927), do escritor modernista Mrio de Andrade (1893-1945). Este ano, a obra completa 90 anos do seu lanamento e foi escolhido de forma proposital, pois, mesmo com os enormes avanos dos movimentos sociais e feministas, o corpo feminino, independente de sua natureza, continua recoberto pela incompreenso. Debruaremos sobre a personagem Elza ou Frulein, uma alem que chega ao Brasil, fugindo dos terrores da guerra, e, aqui, empenhar seu corpo na arte de ensinar a amar, como Andrade descreve.

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