Resumo Trabalho

POR UMA (R)EXISTNCIA BICHA NA EDUCAO: NARRATIVAS (AUTO)BIOGRFICAS DE BICHAS PRETAS FAVELADAS

Autor(es): TARCISO MANFRENATTI DE SOUZA TEIXEIRA

Somos organismos contadores de histrias. E dentro das escolas e de outros espaos educativos (famlia, ambientes religiosos, espaos de lazer, ruas, trabalho, mdia, etc.) circulam vrias histrias; no entanto, uma narrativa prevalece, torna-se hegemnica, e conforma os sujeitos a serem homens, ou melhor, a serem machos, brancos, heterossexuais, cristos e burgueses, fundamentalmente. Desse modo, ao se estabelecer um modelo nico e hegemnico de sujeito e de masculinidade dentro desses espaos; a educao acaba por retroalimentar, em seu interior, um crculo vicioso que (re)produz desigualdades de raa, gnero, sexualidade e classe. Sendo assim, a educao promove a desumanizao para todxs aquelxs (negrxs, indgenas, mulheres, pobres, gays, lsbicas, transexuais, travestis...) que escapam da referncia hegemnica de sujeito. Alm do mais, o racismo e a homofobia so orquestrados como uma potente ferramenta pedaggica. Neste escrito, os marcadores sociais de raa, gnero, sexualidade e classe sero apresentados em uma perspectiva interseccional, polimrfica e polifnica. Baseando-me no mtodo (auto)biogrfico e inspirado nos estudos do/no/com o cotidiano, parto do princpio de que podemos aprender/ensinar com as histrias que contamos/ouvimos; assim, este artigo trar trs narrativas (auto)biogrficas de bichas pretas faveladas a fim de mostrar as suas (re)existncias na educao e, com isso, tirar as diversas histrias outras de sujeitos outros da invisibilidade e do isolamento.

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