Resumo Trabalho

A FLOR DESOBEDIENTE NO JARDIM DOS MACHISTAS: LUANA HANSEN E A POTNCIA TRANSFORMADORA DO RAP PRODUZIDO POR MULHERES

Autor(es): SARAH RYANNE SUKERMAN SANCHES e orientado por SIMONE BRANDO SOUZA

As reflexes do presente trabalho objetivam a defesa do rap, atravs do resgaste histrico desde sua origem nas comunidades perifricas negras americanas no final do sculo XX, enquanto um dos gneros musicais de maior potncia de denncia e enfrentamento aos discursos e prticas hegemnicas, bem como veculo de construo e fortalecimento de identidades de resistncia e projeto, em um contexto onde a maior parte dos gneros musicais, inclusive o prprio rap, foram apropriados pela indstria cultural, e, portanto, esvaziados politicamente. O hip hop tem sido marcado por duas identidades, tnico racial e de classe, contudo, por ser uma cena dominada pelos homens, tem sido espao tambm de opresso e discriminao no que tange outros grupos subalternizados, como as mulheres. Nesse sentido, que o rap aqui pensado tambm como uma potncia transformadora das relaes sociais de poder que alcanam as mulheres, como a misoginia e a lesbofobia. Para tal defesa, utiliza-se como exemplo, a trajetria pessoal e poltica, bem como o rap da MC Luana Hansen, mulher, negra e lsbica, onde as categorias de sexo, raa e sexualidade, marcadores sociais da diferena, so apresentadas de forma crtica, poltica e revolucionria.

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