Resumo Trabalho

QUAL O ESPAO DAS LSBICAS DENTRO DAS ORGANIZAES PARTIDARIAS NAS ELEIES DE 2016 EM SALVADOR / BAHIA?

Autor(es): BRBARA ELCIMAR DOS REIS ALVES e orientado por FELIPE FERNANDES

Em 2016 o Brasil vivenciou eleies municipais em que foram escolhidos para o poder executivo prefeitos e prefeitas e para o lesgislativo local vereadores e vereadoras. O presente artigo, tem por objetivo resgatar, a partir de um olhar feminista, a participao da mulher lsbica nas esferas do poder local focando, em qual espao esto s mulheres lsbicas dentro destas organizaes partidrias. Em meio a uma crise poltica nacional, Salvador/BA teve apenas duas candidatas assumidamente lsbicas ao cargo de vereadora, Rafaela Garcez (PTN) e Larissa Moraes (PMDB), que defenderam a agenda poltica feminista lsbica num universo de 948 candidatos aptos, dos quais apenas 29% eram mulheres. Nenhuma das duas foi eleita. A partir da articulao entre os campos do Feminismo Lsbico e Negro com as Perspectivas Feministas da Poltica, o trabalho interseccionalizar os conceitos de gnero, sexualidade e poder com as dimenses da lesbofobia e do sexismo para compreender a participao e representao poltica de mulheres lsbicas neste espao no municipio. As reflexes que vou apresentar neste artigo fazem parte de minhas inquietaes quando iniciei a pesquisa do projeto que submeter a seleo de mestrado, a partir da minha atuao nas estruturas partidrias e nos movimentos sociais feministas e lsbicos, bem como da minha aproximao e atuao como pesquisadora voluntria do GIRA/UFBA. nos estudos sobre as dinmicas da invisibilidade da existncia lsbica nas agendas e espaos de poder. A atual conjuntura poltica no Brasil demonstra a dificuldade de sujeitas marcadas socialmente como mulheres, negras ou lsbicas alarem postos de liderana e poder nos partidos polticos e nas instncias governamentais, principalmente aquelas que apresentam projetos polticos progressistas pautados nas agendas feministas e LGBT. Embora, esteja bem no inicio de minhas leituras. Esse artigo traz minhas observaes e reflexes a luz destas leituras e das entrevistas realizadas a duas candidatas assumidamente lsbicas como relato acima e do meu caminhar nas organizaes polticas partidrias . Apresento aqui as seguintes perguntas: Onde est s lsbicas nas organizaes partidrias? Qual o perfil que desperta ateno aos olheiros dos dos partidos elegem para serem candidatas ativas e autnomas ou laranjas ? Essas lsbicas so engajadas no ativismo social e poltico? A partir das entrevistas analisadas de forma ainda embrionria percebo que o movimento LGBT neste ano avanou colocando candidatas e candidatos em todos partidos, no entanto se percebe como s lsbicas ainda de forma tinida disputa esse espao, em quais agendas essas candidatas esto engajadas. Em momentos de perdas de direitos e de tantas violncias a sujeitas fora do modelo hegemnico. Quais so esses novos sujeitos na nova configurao da poltica

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