Resumo Trabalho

O BOLSO BEBÊ E O ALFINETE DE FRALDA: A IDENTIDADE DE RAQUEL DE “A BOLSA AMARELA” EM MUDANÇA

Autor(es): MARIA LOURENA DE QUEIROZ e orientado por MA. IANDRA FERNANDES PEREIRA CALDAS

A identidade passou por um processo de descentralização com o emergir da pós-modernidade. A arte, como espaço de manifestações culturais, demonstra essa descentralização de diversas maneiras. Na literatura, temos Lygia Bojunga, que rompe com muitos dos padrões da literatura infantil brasileira e traz à tona a questão da identidade, vista pela ótica da criança, que é, muitas vezes, tida como um ser raso, sem identidade. Logo, objetivamos compreender como Lygia Bojunga constrói a identidade de sua personagem Raquel na obra “A bolsa amarela”. Para tal finalidade, utilizamos uma abordagem qualitativa e pesquisa bibliográfica, por meio de uma análise crítica da referida obra da autora. Com a análise da obra de Lygia Bojunga constatamos que, após percorrer um longo caminho dentro de si mesma, Raquel deixa todas as representações identitárias que não lhe servem mais ir embora e assume a identidade que para o momento lhe parece mais conveniente, não sem antes aprender a lidar com os seus conflitos e identidades confluentes. Concluímos que a construção da identidade na obra não é um mero aspecto que se apresenta só nas ações da personagem, mas uma extensão do desejo externado que a escritora tem de contribuir para que as crianças possam ter seus sentimentos mais profundos representados e aceitos

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