Resumo Trabalho

A POESIA NO PROCESSO DE DESCOLONIZAÇÃO

Autor(es): CARLOS GILDEMAR PONTES e orientado por MARIA EDILEUZA DA COSTA

O movimento nacionalista angolano, liderado pelos intelectuais das letras, organizados em torno da Imprensa Livre e do Vamos descobrir Angola (grupos respons√°veis pela forma√ß√£o da literatura angolana de express√£o portuguesa), ganharam f√īlego no S√©culo 20 com a presen√ßa de escritores que formaram o primeiro movimento liter√°rio autenticamente angolano: Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, surgido em 1950. Apesar de a Imprensa tentar afirmar a cultura angolana no S√©culo anterior atrav√©s de publica√ß√Ķes em l√≠ngua Kimbundu, como forma de preservar a identidade nativa, diferenciando-a do colonizador, essa afirma√ß√£o de nacionalidade s√≥ veio com a assimila√ß√£o da l√≠ngua portuguesa. Como em todo processo de coloniza√ß√£o, a hist√≥ria tem mostrado que a cultura do colonizador tende a predominar pelo poder econ√īmico e pela for√ßa. A resist√™ncia cultural promovida pela Imprensa angolana cedeu aos ¬ďencantos¬Ē do capital e √† sugest√£o das armas. A partir de 1950, toda essa afirma√ß√£o de nacionalidade foi feita usando recurso semelhante ao movimento modernista brasileiro, devorando a cultura do estrangeiro e transformando-a em cultura assimilada e suplantada. A literatura resultante desta rela√ß√£o surge como uma forma de luta contra o distanciamento cultural anterior. Foi pela poesia que o processo de descoloniza√ß√£o pode ser trabalhado tanto na oralidade como na sua forma escrita. Um dos importantes intelectuais que promovem esta afirma√ß√£o pela poesia √© o escritor Jo√£o Melo, que apresenta o melhor deste sentimento de liberta√ß√£o como forma de promover a angolanidade.

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