Resumo Trabalho

A IMPORT√āNCIA DA NATUREZA TEATRAL NOS ESTUDOS LITER√ĀRIOS

Autor(es): BEATRIZ PAZINI FERREIRA

H√° certa inexist√™ncia de estudos voltados para a tradi√ß√£o da literatura, de forma mais condensada, do g√™nero teatral, devido ao fato deste ter surgido no Brasil, a partir do s√©culo XIX. Neste momento, √© o romance que passa a ser, por excel√™ncia, o lugar em que se discute o mundo burgu√™s. Nessa √©poca, o teatro brasileiro n√£o se desenvolveu, pelo contr√°rio, se enfraqueceu e sua natureza passou a ser desenvolvida de forma popular c√īmica, ou seja, a com√©dia e a farsa, como subg√™neros teatrais, √© que foram valorizados. Nota-se que o teatro popular, pelo fato de n√£o ser ¬ďc√≥pia¬Ē do teatro franc√™s, foi deixado em segundo plano, principalmente o teatro nordestino que provocava as camadas sociais mais altas e abria espa√ßo para o popular, desde a cria√ß√£o de estere√≥tipos at√© a tem√°tica discursiva de den√ļncia social. Dessa forma, o g√™nero teatral apresentava certa dificuldade para ser aceito na sociedade; at√© a pr√≥pria acad√™mica, por isso o pouco conhecimento em rela√ß√£o ao g√™nero, o que reverberou nos curr√≠culos do curso de Letras, em virtude de muitos n√£o avistarem o potencial do g√™nero. Al√©m disso, pelo fato de ser considerado bifrontal, visto que articula encena√ß√£o e o texto liter√°rio, muitas vezes, o teatro perdeu espa√ßo para outros g√™neros como a prosa e a poesia. Contudo, ap√≥s os estudos culturais, o teatro volta em primeiro plano devido √† pr√≥pria proposta de vincular a literatura e outras artes. Nesse sentido, busca-se discutir a import√Ęncia da natureza teatral nos estudos liter√°rios e suas potencialidades que apresentam cria√ß√£o coletiva e √© considerado um processo que vai desde a leitura do texto liter√°rio teatral at√© a encena√ß√£o. Isso nos possibilita apresentar que o teatro √© centrado no sujeito coletivo e atua nos processos de cria√ß√£o de forma ativa. Ressalta-se que aproveitam-se para essas discuss√Ķes as li√ß√Ķes de Candido (2004); Luk√°cs (2000); Bakhtin (2000) e Rosenfeld (1997).

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