Artigo Anais do VII Seminário Internacional Desfazendo Gênero

ANAIS de Evento

ISSN: 2447-2190

UM ESPAÇO FEMININO NA CIDADE DE SÃO PAULO

Palavra-chaves: , , , , Comunicação Oral (CO) GT 11 - A INTIMIDADE DO PROCEDIMENTO: PRÁTICAS CRÍTICAS, INDÓCEIS E TRANSGRESSORAS NA AUTORIA DE MULHERES LATINO-AMERICANAS
"2026-02-03" // app/Providers/../Base/Publico/Artigo/resources/show_includes/info_artigo.blade.php
App\Base\Administrativo\Model\Artigo {#1845 // app/Providers/../Base/Publico/Artigo/resources/show_includes/info_artigo.blade.php
  #connection: "mysql"
  +table: "artigo"
  #primaryKey: "id"
  #keyType: "int"
  +incrementing: true
  #with: []
  #withCount: []
  +preventsLazyLoading: false
  #perPage: 15
  +exists: true
  +wasRecentlyCreated: false
  #escapeWhenCastingToString: false
  #attributes: array:35 [
    "id" => 136083
    "edicao_id" => 440
    "trabalho_id" => 142
    "inscrito_id" => 486
    "titulo" => "UM ESPAÇO FEMININO NA CIDADE DE SÃO PAULO"
    "resumo" => "Temos por objetivo fazer uma análise comparada de Vertigem (VILLARES, 1926) e As Meninas (TELLES, 1973), tendo como principal interesse estudar a forma como o espaço é enunciado nessas duas obras tão díspares. Ao fazê-lo consideramos que as duas são romances de autoria feminina protagonizadas por mulheres que habitam pensões na cidade de São Paulo. Para tanto, pretendemos estudar a forma como o espaço das pensões e o espaço externo da capital paulistana aparecem nesses textos e de que modo ele contribui para a construção da sexualidade das personagens das respectivas obras. Nesse sentido, buscamos entender as pensões ocupadas por mulheres, na literatura, como lugares muitas vezes propícios à descoberta da sexualidade, prostituição e homoafetividade feminina. Esse espaço aparece, como um local marcadamente feminino, ao ser associado ao espaço privado do lar, ao mesmo tempo em que é um espaço de convivência compartilhada (MELLO, 2011). Os espaços públicos da cidade de São Paulo, por sua vez, aparecem marcados como um lugar que, embora não seja desenhado para ser acolhedor (ALVES, 2013) e que seja constantemente marcado pelo caos urbano (MELLO, 2011), é também um lugar de encontros e que propicia maior liberdade, mas também a tentação dos perigos da cidade, sejam eles a violência e a repressão ou a luxúria e imoralidade dos vícios(SILVA; MAIA, 2021). Nos interessa, ainda, apontar os recursos empregados para a construção desse espaço, que, se se apresenta de forma bastante concreta em Vertigem (VILLARES, 1926,), incorrendo na referência direta a pontos como a Avenida Paulista, aparece, em As meninas (TELLES, 1973) como um local criado a partir do ponto de vista e das memórias (RODRIGUES, 2014) das três protagonistas, dado o uso frequente do fluxo de consciência na narrativa."
    "modalidade" => "Comunicação Oral (CO)"
    "area_tematica" => "GT 11 - A INTIMIDADE DO PROCEDIMENTO: PRÁTICAS CRÍTICAS, INDÓCEIS E TRANSGRESSORAS NA AUTORIA DE MULHERES LATINO-AMERICANAS"
    "palavra_chave" => ", , , , "
    "idioma" => "Português"
    "arquivo" => "TRABALHO_COMPLETO_EV226_ID486_TB142_12112025201039.pdf"
    "created_at" => "2026-02-03 13:44:14"
    "updated_at" => null
    "ativo" => 1
    "autor_nome" => "ANA BEATRIZ SILVA"
    "autor_nome_curto" => "ANA"
    "autor_email" => "anabeatrizsilva@usp.br"
    "autor_ies" => "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)"
    "autor_imagem" => ""
    "edicao_url" => "anais-do-vii-seminario-internacional-desfazendo-genero"
    "edicao_nome" => "Anais do VII Seminário Internacional Desfazendo Gênero"
    "edicao_evento" => "VII Seminário Internacional Desfazendo Gênero"
    "edicao_ano" => 2025
    "edicao_pasta" => "anais/desfazendo-genero/2025"
    "edicao_logo" => null
    "edicao_capa" => "693c23e00e3fd_12122025111704.png"
    "data_publicacao" => "2026-02-03"
    "edicao_publicada_em" => "2025-12-12 11:17:04"
    "publicacao_id" => 61
    "publicacao_nome" => "Revista DESFAZENDO GÊNERO"
    "publicacao_codigo" => "2447-2190"
    "tipo_codigo_id" => 1
    "tipo_codigo_nome" => "ISSN"
    "tipo_publicacao_id" => 1
    "tipo_publicacao_nome" => "ANAIS de Evento"
  ]
  #original: array:35 [
    "id" => 136083
    "edicao_id" => 440
    "trabalho_id" => 142
    "inscrito_id" => 486
    "titulo" => "UM ESPAÇO FEMININO NA CIDADE DE SÃO PAULO"
    "resumo" => "Temos por objetivo fazer uma análise comparada de Vertigem (VILLARES, 1926) e As Meninas (TELLES, 1973), tendo como principal interesse estudar a forma como o espaço é enunciado nessas duas obras tão díspares. Ao fazê-lo consideramos que as duas são romances de autoria feminina protagonizadas por mulheres que habitam pensões na cidade de São Paulo. Para tanto, pretendemos estudar a forma como o espaço das pensões e o espaço externo da capital paulistana aparecem nesses textos e de que modo ele contribui para a construção da sexualidade das personagens das respectivas obras. Nesse sentido, buscamos entender as pensões ocupadas por mulheres, na literatura, como lugares muitas vezes propícios à descoberta da sexualidade, prostituição e homoafetividade feminina. Esse espaço aparece, como um local marcadamente feminino, ao ser associado ao espaço privado do lar, ao mesmo tempo em que é um espaço de convivência compartilhada (MELLO, 2011). Os espaços públicos da cidade de São Paulo, por sua vez, aparecem marcados como um lugar que, embora não seja desenhado para ser acolhedor (ALVES, 2013) e que seja constantemente marcado pelo caos urbano (MELLO, 2011), é também um lugar de encontros e que propicia maior liberdade, mas também a tentação dos perigos da cidade, sejam eles a violência e a repressão ou a luxúria e imoralidade dos vícios(SILVA; MAIA, 2021). Nos interessa, ainda, apontar os recursos empregados para a construção desse espaço, que, se se apresenta de forma bastante concreta em Vertigem (VILLARES, 1926,), incorrendo na referência direta a pontos como a Avenida Paulista, aparece, em As meninas (TELLES, 1973) como um local criado a partir do ponto de vista e das memórias (RODRIGUES, 2014) das três protagonistas, dado o uso frequente do fluxo de consciência na narrativa."
    "modalidade" => "Comunicação Oral (CO)"
    "area_tematica" => "GT 11 - A INTIMIDADE DO PROCEDIMENTO: PRÁTICAS CRÍTICAS, INDÓCEIS E TRANSGRESSORAS NA AUTORIA DE MULHERES LATINO-AMERICANAS"
    "palavra_chave" => ", , , , "
    "idioma" => "Português"
    "arquivo" => "TRABALHO_COMPLETO_EV226_ID486_TB142_12112025201039.pdf"
    "created_at" => "2026-02-03 13:44:14"
    "updated_at" => null
    "ativo" => 1
    "autor_nome" => "ANA BEATRIZ SILVA"
    "autor_nome_curto" => "ANA"
    "autor_email" => "anabeatrizsilva@usp.br"
    "autor_ies" => "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)"
    "autor_imagem" => ""
    "edicao_url" => "anais-do-vii-seminario-internacional-desfazendo-genero"
    "edicao_nome" => "Anais do VII Seminário Internacional Desfazendo Gênero"
    "edicao_evento" => "VII Seminário Internacional Desfazendo Gênero"
    "edicao_ano" => 2025
    "edicao_pasta" => "anais/desfazendo-genero/2025"
    "edicao_logo" => null
    "edicao_capa" => "693c23e00e3fd_12122025111704.png"
    "data_publicacao" => "2026-02-03"
    "edicao_publicada_em" => "2025-12-12 11:17:04"
    "publicacao_id" => 61
    "publicacao_nome" => "Revista DESFAZENDO GÊNERO"
    "publicacao_codigo" => "2447-2190"
    "tipo_codigo_id" => 1
    "tipo_codigo_nome" => "ISSN"
    "tipo_publicacao_id" => 1
    "tipo_publicacao_nome" => "ANAIS de Evento"
  ]
  #changes: []
  #casts: array:14 [
    "id" => "integer"
    "edicao_id" => "integer"
    "trabalho_id" => "integer"
    "inscrito_id" => "integer"
    "titulo" => "string"
    "resumo" => "string"
    "modalidade" => "string"
    "area_tematica" => "string"
    "palavra_chave" => "string"
    "idioma" => "string"
    "arquivo" => "string"
    "created_at" => "datetime"
    "updated_at" => "datetime"
    "ativo" => "boolean"
  ]
  #classCastCache: []
  #attributeCastCache: []
  #dates: []
  #dateFormat: null
  #appends: []
  #dispatchesEvents: []
  #observables: []
  #relations: []
  #touches: []
  +timestamps: false
  #hidden: []
  #visible: []
  +fillable: array:13 [
    0 => "edicao_id"
    1 => "trabalho_id"
    2 => "inscrito_id"
    3 => "titulo"
    4 => "resumo"
    5 => "modalidade"
    6 => "area_tematica"
    7 => "palavra_chave"
    8 => "idioma"
    9 => "arquivo"
    10 => "created_at"
    11 => "updated_at"
    12 => "ativo"
  ]
  #guarded: array:1 [
    0 => "*"
  ]
}
Publicado em 03 de fevereiro de 2026

Resumo

Temos por objetivo fazer uma análise comparada de Vertigem (VILLARES, 1926) e As Meninas (TELLES, 1973), tendo como principal interesse estudar a forma como o espaço é enunciado nessas duas obras tão díspares. Ao fazê-lo consideramos que as duas são romances de autoria feminina protagonizadas por mulheres que habitam pensões na cidade de São Paulo. Para tanto, pretendemos estudar a forma como o espaço das pensões e o espaço externo da capital paulistana aparecem nesses textos e de que modo ele contribui para a construção da sexualidade das personagens das respectivas obras. Nesse sentido, buscamos entender as pensões ocupadas por mulheres, na literatura, como lugares muitas vezes propícios à descoberta da sexualidade, prostituição e homoafetividade feminina. Esse espaço aparece, como um local marcadamente feminino, ao ser associado ao espaço privado do lar, ao mesmo tempo em que é um espaço de convivência compartilhada (MELLO, 2011). Os espaços públicos da cidade de São Paulo, por sua vez, aparecem marcados como um lugar que, embora não seja desenhado para ser acolhedor (ALVES, 2013) e que seja constantemente marcado pelo caos urbano (MELLO, 2011), é também um lugar de encontros e que propicia maior liberdade, mas também a tentação dos perigos da cidade, sejam eles a violência e a repressão ou a luxúria e imoralidade dos vícios(SILVA; MAIA, 2021). Nos interessa, ainda, apontar os recursos empregados para a construção desse espaço, que, se se apresenta de forma bastante concreta em Vertigem (VILLARES, 1926,), incorrendo na referência direta a pontos como a Avenida Paulista, aparece, em As meninas (TELLES, 1973) como um local criado a partir do ponto de vista e das memórias (RODRIGUES, 2014) das três protagonistas, dado o uso frequente do fluxo de consciência na narrativa.

Compartilhe:

Visualização do Artigo


Deixe um comentário

Precisamos validar o formulário.