Artigo Anais do X ENALIC e o IX Seminário Nacional do PIBID

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

O DESEMPAREDAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: EXPERIÊNCIAS SENSÍVEIS, AFETOS E DESCOBERTAS NOS ESPAÇOS ABERTOS

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Publicado em 02 de fevereiro de 2026

Resumo

O presente trabalho se inscreve numa experiência desenvolvida como bolsistas do PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, do curso de Pedagogia, ênfase em Educação Infantil, realizada numa turma de crianças de 2 anos, no Espaço de Desenvolvimento Infantil Professora Maria Cecília Ferreira. Nosso objetivo é dar visibilidade e refletir sobre algumas práticas pedagógicas desenvolvidas pela docente supervisora do projeto que promovem o desemparedamento (Tiriba, 2022) da infância, especialmente, na Educação Infantil. O termo “desemparedamento” foi cunhado pela professora Léa Tiriba e explicita a necessidade de romper com práticas que acontecem nos espaços limitados das salas de aula, concretados, por vezes sufocantes, para conceber o lado de fora, em que as crianças estão em contato direto com o mundo natural, como espaço pedagógico que potencializa a exploração, as interações, os afetos e aprendizados das crianças. Deste modo, a partir da observação participante realizada no EDI por 12 horas semanais, com análise dos registros escritos e fotográficos, percebemos que o quintal se configura como o espaço mais querido pelas crianças e com importante função formativa e pedagógica. Desemparedadas, elas exploram as potências do corpo: correm, saltam, giram, pulam, rolam, se equilibram, escorregam, etc.; elas exploram brincadeiras com água, terra, plantas, gravetos, pedras; contemplam o céu, sentem o vento, o sol, a sombra; se encantam com os pássaros, borboletas, formigas, etc. Nestas interações, brincam, pesquisam, perguntam, se afetam, (se)conhecem, indo ao encontro dos campos de experiência e dos direitos de aprendizagem indicados pela BNCC/Educação Infantil/2017. Enfim, desenvolvem saberes e sensibilidades para se perceberem como crianças da natureza (Tiriba). Assim, princípios éticos de responsabilidade, cuidado e empatia (DCNs/2009) também são desenvolvidos nestas interações afetivas com a natureza, fundamentais quando vivemos numa sociedade antropocêntrica e capitalista, que tem nos colocado em profunda crise ambiental, climática e existencial.

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