Artigo Anais do X ENALIC e o IX Seminário Nacional do PIBID

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

RELATO DE EXPERIÊNCIA CAP-UERJ ASSOCIADO AO RACISMO AMBIENTAL NA AMÉRICA LATINA

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Publicado em 02 de fevereiro de 2026

Resumo

O presente texto descreve uma experiência realizada no âmbito do PIBID no CAp da UERJ, com apoio da CAPES, que articulou o conceito de racismo ambiental ao currículo do oitavo ano, aproveitando o estudo sobre a América Latina para aproximar o tema da realidade dos alunos. O racismo ambiental é definido como uma forma de discriminação estrutural que expõe desproporcionalmente comunidades racializadas e marginalizadas a riscos ambientais, como poluição, degradação e desastres, fenômeno que na América Latina é intensificado pela herança colonial, pela escravidão e pela marginalização histórica de povos indígenas, comunidades quilombolas e populações pobres. Durante as aulas ministradas à turma 82, foi trabalhada a relação entre segregação socioespacial, capitalismo e organização desigual do espaço, destacando como o grande capital se territorializa em áreas habitadas por populações vulneráveis, transformando-as em “zonas de sacrifício” e comprometendo práticas sociais, memória e territorialidade. Foram apresentados exemplos concretos, como o rompimento da barragem de Mariana e seus efeitos devastadores em Paracatu de Baixo, as diferenças microclimáticas entre bairros ricos e pobres do Rio de Janeiro, marcadas pela maior arborização nas áreas nobres e pelo calor acentuado em bairros periféricos, e os graves problemas respiratórios decorrentes da atuação de siderúrgicas como a Ternium, em Santa Cruz, e a CSN, em Volta Redonda. O conteúdo foi complementado com casos latino-americanos, como a expulsão de quilombolas no Cerrado brasileiro, a poluição de rios indígenas no México, a escassez hídrica no Atacama chileno, a ocupação de áreas de risco na Argentina, a perseguição a defensores ambientais na Guatemala e o deslocamento de povos indígenas na Bolívia. A experiência evidenciou que a educação ambiental pode ser uma ferramenta de transformação social, fortalecendo a resistência contra a expropriação capitalista e promovendo justiça socioambiental, ao integrar a luta contra desigualdades históricas, pobreza e marginalização com a defesa dos direitos territoriais e ambientais.

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