Artigo Anais do X ENALIC e o IX Seminário Nacional do PIBID

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

O TEXTO “QUÍMICA ORGÂNICA” DE VINICIUS DE MORAES E A OBJETIFICAÇÃO DAS MULHERES

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Publicado em 02 de fevereiro de 2026

Resumo

O Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília seleciona obras de referência que complementam os conteúdos curriculares e possibilitam a interdisciplinaridade. No subprograma 2016–2018, o texto do poeta, diplomata e compositor brasileiro Vinicius de Moraes, “Química Orgânica”, foi uma das obras escolhidas. À primeira vista, aos olhos de um químico, imagina-se que o autor abordará compostos formados por átomos de carbono. No entanto, o que observa-se é a apropriação de conceitos científicos para a objetificação de mulheres. Segundo Vinicius de Moraes, entre as diversas categorias antagônicas de mulheres existentes (relacionadas às características físicas como altas e baixas; bonitas e feias; gordas e magras; caseiras e rueiras) há uma classificação considerada mais relevante: a de mulheres “ácidas ou básicas”. A diferença entre essas categorias reforça a ideia de que seu valor das mulheres está associado à proximidade com padrões estéticos impostos pela sociedade patriarcal. Portanto, o objetivo desse trabalho foi relatar a proposta interdisciplinar de utilização desse texto em aulas de Química no Ensino Médio para abordar as relações de gênero, com foco em conceitos como a objetificação. Essa atividade composta por três momentos iniciou-se com uma aula-debate sobre a redução de um indivíduo à condição de objeto, desconsiderando seus aspectos emocionais e psicológicos, aspecto que banaliza a imagem das mulheres, colocando sua aparência acima de todos os demais atributos que as definem enquanto pessoas. Em um segundo momento da atividade, algumas propagandas antigas e atuais foram apresentadas aos estudantes, nas quais as mulheres apareciam de forma objetificada e hipersexualizada. Em seguida, todos foram convidados a sugerir formas de reformular essas campanhas publicitárias sem recorrer à subjugação dos corpos femininos. Como resultado, foram desenvolvidas várias campanhas criativas e divertidas, evidenciando que a sala de aula pode ser um espaço para a desconstrução de preconceitos e ideias retrógradas.

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