Artigo Anais do X ENALIC e o IX Seminário Nacional do PIBID

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

A OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ASTRONOMIA E OS ANOS INICIAIS: DESAFIOS CURRICULARES E IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS

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Publicado em 02 de fevereiro de 2026

Resumo

A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), voltada a estudantes da educação básica, busca estimular o interesse científico por meio de avaliações de ampla escala. No entanto, sua estrutura, especialmente no nível 1 — direcionado ao 1º, 2º e 3º ano do ensino fundamental — levanta questionamentos quanto à sua adequação curricular. Observa-se que diversas questões da prova abordam conteúdos não previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no Documento Curricular Referencial de Fortaleza (DCRFor), gerando um desalinhamento entre o exame e o que é efetivamente trabalhado nas salas de aula. Tal distanciamento pode favorecer estudantes com acesso a conteúdos extracurriculares, como cursinhos ou apoio familiar especializado, contribuindo para a ampliação de desigualdades no processo educacional. O presente estudo tem como objetivo analisar criticamente o nível de complexidade da OBA para os anos iniciais, verificando sua compatibilidade com os conteúdos e habilidades previstas no DCRFor e refletindo sobre os impactos dessa discrepância na participação e no desenvolvimento das crianças. Para isso, adotou-se a análise documental como metodologia, com foco em provas recentes da OBA e nos documentos curriculares oficiais. Os resultados revelam a necessidade de maior alinhamento entre as avaliações externas e os currículos regionais, de modo que as provas respeitem o tempo de aprendizagem das crianças e promovam a equidade. Conclui-se que, ao ajustar sua proposta às realidades escolares, a OBA pode contribuir efetivamente para o letramento científico, de forma democrática e inclusiva.

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