Artigo Anais do X ENALIC e o IX Seminário Nacional do PIBID

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

A CEGUEIRA NÃO É MAIS UMA DESGRAÇA: JOSÉ ALVARES DE AZEVEDO E A LUTA POR UMA EDUCAÇÃO PARA CEGOS NO BRASIL IMPERIAL (1850-1854)

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Publicado em 02 de fevereiro de 2026

Resumo

Este trabalho investiga a trajetória de José Álvares de Azevedo (1834-1854) como sujeito fundamental na institucionalização da educação para pessoas cegas no Brasil Imperial. Entre 1850 e 1854, Azevedo articulou, por meio da imprensa e do diálogo com elites, uma campanha pela criação de um sistema educacional especializado, culminando na criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos em 1854 (atualmente Instituto Benjamin Constant). Nascido cego e formado no Instituto de Jovens Cegos de Paris, Azevedo trouxe ao Brasil o sistema Braille e uma concepção de educação como instrumento de emancipação. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, com análise de fontes primárias (jornais como Correio Mercantil, Jornal do Commercio, entre outros), documentos oficiais e escritos de Azevedo. Teoricamente, o estudo dialoga com Foucault (1999; 2001) e Courtine (2008) para refletir sobre os processos de exclusão, bem como com Tânia de Luca (2020) no uso da imprensa como arena de disputas, além de analisar trabalhos científicos publicados sobre a temática. Azevedo é compreendido como figura disruptiva que ressignificou o papel do cego na sociedade da época, enfrentando o estigma e a silenciamento para reivindicar direitos. Ao recuperar esse percurso, o estudo ilumina os embriões da política de inclusão no Brasil, revelando que a educação para pessoas com deficiência não surgiu como concessão estatal, mas como conquista histórica de sujeitos à margem.

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