Artigo Anais do X ENALIC e o IX Seminário Nacional do PIBID

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

INFÂNCIAS SILENCIADAS: O SONHO COMO ATO DE RESISTÊNCIA

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Publicado em 02 de fevereiro de 2026

Resumo

O trabalho tem como objetivo reforçar a importância do sonhar na infância, de ter um olhar sensível para crianças que em meio às tantas dificuldades tiveram suas infâncias silenciadas, impedidas de sonhar. Entre tantas questões que necessitam de atenção, nos deparamos com essa pauta que nos faz refletir sobre onde estão os sonhos das crianças e como isso impacta na vida adulta. Este relato de experiência é resultado das ações desenvolvidas por estudantes de Pedagogia, bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), em uma turma do 5º ano do ensino fundamental de uma escola pública do Sertão Alagoano. O contexto investigado é marcado por múltiplas vulnerabilidades sociais, envolvendo crianças com comportamentos agressivos, neurodivergências, histórico de violência sexual e uso de medicação controlada. A atividade pedagógica realizada consistiu em convidar os estudantes a partilhar seus sonhos. As respostas revelaram, de modo impactante, a distância entre o imaginário infantil e a realidade concreta, com falas que refletem a reprodução de contextos de exclusão e violência, como no caso de uma criança que afirmou desejar ser “agiota como o pai”. Tal cenário evidenciou a urgência de reconhecer o sonho como espaço de resistência simbólica e construção subjetiva, mesmo em realidades marcadas pelo sofrimento e pela carência. Ancoradas em referenciais da psicologia do desenvolvimento, dos estudos da infância e da educação, analisamos os sonhos como ferramentas pedagógicas de escuta, criação e humanização. A experiência demonstrou que o ato de sonhar, para além de um exercício lúdico, pode constituir-se como prática transformadora, dando visibilidade às narrativas silenciadas da infância. Concluímos que fomentar espaços escolares que valorizem o sonhar é essencial para ressignificar trajetórias de crianças historicamente marginalizadas e que, nesse processo, a atuação docente sensível e comprometida torna-se um instrumento fundamental para a construção de práticas educativas mais inclusivas e potentes.

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