Artigo Anais do VII Seminário Internacional Desfazendo Gênero

ANAIS de Evento

ISSN: 2447-2190

SENTIDOS SOBRE O CUIDADO DA SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DE MULHERES CISGÊNERAS LÉSBICAS: EFEITOS DA INVISIBILIDADE

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Publicado em 03 de fevereiro de 2026

Resumo

Esta pesquisa objetivou compreender os sentidos produzidos por mulheres cisgêneras que se relacionam afetiva e sexualmente entre si e que se identificam como lésbicas, sobre a saúde sexual e reprodutiva no contexto de invisibilidade da sua orientação sexual e os efeitos para o cuidado. Para tanto, o estudo se amparou teórico-metodologicamente na Psicologia Social Construcionista e em pensadoras feministas (Adriene Rich, Audre Lorde, Carole Pateman, Cecília Sardenberg, Dedê Fatumma, Donna Haraway, Gloria Anzaldúa, Joan Bordo, Joan Scott, Judith Butler, Jurema Werneck, Monique Wittig, dentre tantas outras). Detidamente, demos enfoque nas experiências em consultas ginecológicas, na busca pelo cuidado da saúde sexual e reprodutiva; analisamos de forma interseccional tais relatos, em relação à orientação sexual e ao cuidado, identificando, assim, as concepções de saúde sexual para essas mulheres. Entrevistamos cinco mulheres de diferentes idades, raças/cor, corpos e performances. Utilizamos um roteiro de perguntas abertas sobre as temáticas escolhidas para as conversas, de modo a estimular a fala livre, espontânea, privilegiando uma abordagem dialógica na relação entre as participantes e a pesquisadora. Os encontros foram gravados em áudio, transcritos integralmente e analisados a partir da análise categorial temática. Para melhor compreensão, dividimos os resultados em duas grandes categorias: corpo e cuidado, considerando os fragmentos dialógicos das entrevistas. Ademais, utilizamos desenhos autorais produzidos pela pesquisadora com o intuito de expressar e fixar as entrevistas no processo da análise e produção dos resultados. Apresentamos nos resultados e discussões os sentidos atribuídos pelas mulheres cisgêneras lésbicas sobre a busca ao cuidado à saúde sexual e reprodutiva, sendo eles: tensão, constrangimento, evitação, vergonha e medo. As participantes descreveram a presunção da heterossexualidade compulsória sob seus corpos nas consultas como falta de preparo e escuta em exames realizados, além de ausência de prescrição de procedimentos diagnósticos, o que acarretou adoecimentos físicos e impactos psicológicos na busca pelo cuidado. Visualizamos a elaboração de estratégias de enfrentamento, no entanto, evidenciou-se os efeitos nefastos da invisibilidade ressaltados por muitas experiências compartilhadas pelas participantes. Sublinhamos também as singularidades das experiências dessas mulheres, sob a perspectiva interseccional, mais detidamente nas questões de raça e performance feminilizada, ou não, questões relacionadas à gordofobia e idade. Concluímos que os sentidos apareceram no caminho que o cuidado à saúde sexual e reprodutiva dessas mulheres lésbicas promoviam: tensão, vergonha, culpa, medo, constrangimento, trauma e posturas médicas irresponsáveis, violentas, e embebidas de preconceito, estigmatização, e para com as mulheres negras deste estudo, particularmente, racistas. A função política deste estudo aponta para o direito sexual e reprodutivo de mulheres lésbicas, sobretudo, e na aposta que essas desfrutem de uma vida sexual ativa, responsável e tranquila. É também um indicativo urgente que outros métodos de atenção à mulheres cisgêneras, surjam, consistentes às suas práticas, e consequentemente, possam ter acesso à prevenção das infecções sexualmente transmissíveis e demais enfermidades. É indispensável que o cuidado à saúde sexual e reprodutivo seja incentivado, visto que os adoecimentos também impactam a saúde das mulheres lésbicas.

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