Artigo Anais do X ENALIC e o IX Seminário Nacional do PIBID

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

O CORPO QUE HABITA A ESCOLA: DIFERENÇA, GÊNERO E SEXUALIDADE EM RELATO DE SI

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Publicado em 02 de fevereiro de 2026

Resumo

Falar das corporeidades das diferentes orientações sexuais e de gênero na escola é, ainda hoje, mover-se por fios tensionados entre silenciamentos, normatizações e resistências. Este trabalho evidencia especialmente essas corporeidades, personificadas neste corpo-professor que pesquisa a si na docência que é atravessado por sentires acerca de expressões de gênero e sexualidade no Ensino Fundamental, durante o Estágio Supervisionado. A partir de uma perspectiva fenomenológica de Merleau-Ponty (1999) e com a pesquisa narrativa (auto)biográfica, tenho como objetivo narrar afetamentos de um corpo-professor na experimentação com a docência em formação vivida nos cotidianos de seus Estágios Curriculares na Educação Básica. Lembro-me de quando ouvi as crianças zombando do nome do professor, associando-o à feminilidade, algo em mim se moveu. Não era apenas sobre o outro, era sobre como fui atravessado. Percebi o quanto os estereótipos já instauram na linguagem, na infância e no imaginário escolar Quando escutei que meu cabelo era “de mulher”, senti o peso de um corpo que escapa, que transborda o esperado. Esses gestos me afetaram. Mais que acontecimentos, foram marcas e nelas, reafirmei a docência que escolho construir: aquela que se faz na diferença e na escuta. A escola enquanto espaço de acolhimento à pluralidade das existências, ainda se percebe sob a lógica da heteronormatividade e do binarismo, interditando o reconhecimento das múltiplas formas de ser, existir e viver. Ancorado nos estudos de Butler (2003) e Louro (1997), compreendo gênero e sexualidade como construções que atravessam o corpo, a linguagem e as relações. Não são verdades fixas, mas modos outros de existir que se produzem nas experiências e nos afetos. Assim, este trabalho registra a narrativa de uma docência que emerge entre tramas de um currículo heteronormativo e reivindica pela afirmação da diferença como potência educativa e formativa na escola.

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