Artigo Anais do X ENALIC e o IX Seminário Nacional do PIBID

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

QUEM TE FEZ CIDADE, ALDEIA?: A PERCEPÇÃO DO TERRITÓRIO NA EDUCAÇÃO INDÍGENA DE ALDEIAS URBANAS

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Publicado em 02 de fevereiro de 2026

Resumo

O apagamento das comunidades indígenas acontece desde os primeiros passos dos portugueses no Brasil. A desvalorização dos costumes, tradições, ritos e ancestralidades foram as principais estratégias utilizadas para negar seus territórios e até mesmo a humanidade das populações originárias. Esse apagamento é ainda mais intenso para os povos que resistem na cidade: enquanto a urbanização avança e engole seus espaços, a aldeia se transforma em cidade sem consentimento de seus legítimos donos; em consequência, os indígenas têm suas identidades negadas, enquanto são induzidos a rejeitá-las. A leitura do território torna-se essencial para a permanência das comunidades e de suas ancestralidades. A educação indígena é um instrumento fundamental para a preservação do modo de vida tradicional e deve estar presente na formação de professores, indígenas ou não, favorecendo a percepção crítica e a superação de preconceitos atribuídos às comunidades. Em atividade de pesquisa realizada com estudantes do ensino fundamental e médio em uma escola indígena da comunidade Tapeba, no município de Caucaia-CE, por meio de observação, diálogos, debates e a realização de uma oficina de mapas mentais, em sala de aula, buscou-se compreender as relações que os alunos mantêm com o território e o modo de vida indígena, além de identificar o que pertence à aldeia e ao espaço urbano. Como resultado, foi possível perceber que a leitura do espaço pelos alunos ocorre de diversas formas: por meio de símbolos, vínculos sociais e brincadeiras. Observou-se também que os costumes indígenas predominam nesses espaços e que os estudantes percebem a transformação do ambiente, a perda de elementos culturais e a manifestação de violência no cotidiano. A escola indígena, nesse contexto, consolida-se como espaço de resistência, promovendo a valorização das tradições e a articulação com saberes ancestrais, ao mesmo tempo em que prepara os alunos para a vida nas cidades.

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