Artigo Anais do X ENALIC e o IX Seminário Nacional do PIBID

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

IMAGENS QUE DESEDUCAM: ESTEREÓTIPOS CORPORAIS DO NORDESTE E O PAPEL DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA RE-EXISTÊNCIA DA CULTURA CORPORAL NORDESTINA

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Publicado em 02 de fevereiro de 2026

Resumo

O relato investigou como imagens geradas por inteligência artificial (IA) reproduzem estereótipos sobre a cultura corporal do Nordeste e discute o papel da Educação Física escolar, orientada pela educação contextualizada, na formação de leituras críticas e na valorização identitária. Parte-se do pressuposto de que a estereotipia, historicamente constituída e reforçada por dispositivos midiáticos e pelas próprias produções culturais, imprime imagens caricaturais de traços, de cenários e de práticas corporais. Nessa direção, há um deslocamento simbólico para um lugar de subalternidade. A partir dessa problemática, buscou-se compreender em que medida uma intervenção pedagógica pode tensionar tais narrativas e favorecer processos de re-existência nordestina. Trata-se de estudo de abordagem mista, desenvolvido no âmbito do PIBID Universidade Federal do Vale do São Francisco na EREM Professora Osa Santana de Carvalho (Petrolina-PE), entre 26/05 e 11/08/2025, envolvendo 64 estudantes do Ensino Médio. A intervenção articulou: rodas de conversa diagnósticas; sequência didática de danças juninas; análise coletiva de 12 imagens produzidas por modelos de IA a partir de prompts sobre “nordestinos” e “sertanejos”; e aplicação de questionário; culminando na produção dos painéis “IA × Realidade”. Os resultados indicaram rejeição às representações de IA como retratos adequados da comunidade e ampliação da percepção de diversidade após as vivências corporais; quase metade concordou fortemente que a IA reforça estereótipos negativos sobre a cultura corporal nordestina. Nas respostas abertas emergiram três eixos: reconhecimento de similitudes periféricas, identificação de distorções recorrentes (traços faciais homogêneos, ruralidade datada) e proposição de estratégias de mudança (valorização de produções locais e divulgação do cotidiano). Conclui-se que, integrada às linguagens digitais e às práticas corporais locais, a Educação Física escolar opera como dispositivo crítico capaz de desmontagem de estereótipos e fortalecimento identitário, promovendo protagonismo discente e consolidando a escola como produtora de re-existências.

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