Artigo Anais do VII Seminário Internacional Desfazendo Gênero

ANAIS de Evento

ISSN: 2447-2190

“VOU AVISAR AOS CACHORROS DA RUA QUE A MINHA FERIDA CRUA É MELHOR NÃO LAMBER”: NARRATIVAS DE JOVENS NEGROS GAYS COMO (RE)EXISTÊNCIA À NORMATIVIDADE DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NA ESCOLA BÁSICA

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Publicado em 03 de fevereiro de 2026

Resumo

O presente estudo em andamento vincula-se ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Feira de Santana (PPGE-UEFS) e ao Grupo de Pesquisa em Ensino de Línguas, Educação Literária e Literaturas Insurgentes (INSURGE-UEFS). Tem por objetivo geral compreender como se configuram as experiências de masculinidades negras gays diante das normatividades que estruturam as relações de raça, sexualidade e gênero no contexto da escola básica. Teoricamente, nosso olhar observa as narrativas constituídas por jovens negros gays em percursos educativos e, dessa forma, ancoram-se no conceito de escrevivência, termo cunhado por Evaristo (2020) e nas contribuições do feminismo negro de Carneiro (2005), González (2020) e Nascimento (2021) que se interseccionam aos estudos sobre raça, conforme Creenshaw (1989), Collins (2021) e Akotirene (2019). As masculinidades afeminadas serão abordadas a partir de Colling (2015), Rios e Dias (2020), Louro (2004), Lorde (2019), Preciado (2014). Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa que envolverá estudantes do 2º ano do Ensino Médio de uma Escola Estadual do Município de Feira de Santana - BA – sujeitos/as em processo de construção de suas identidades de gênero e raça, cujas vivências escolares são atravessadas por disputas de pertencimento, normatividade e (re)invenção de si. Serão utilizados como dispositivos de coleta de dados a entrevista narrativa e a roda de conversa. Para a compreensão das narrativas dos estudantes colaboradores da pesquisa, utilizaremos a análise interpretativa-compreensiva proposta por Paul Ricoeur (1996) e a escrevivência de Conceição Evaristo. As conclusões preliminares apontam que a escola não é neutra, mas produz e administra diferenças por meio de rotinas, avaliações e linguagens que domesticam corpos e desejos (Louro, 1997; 2004). As narrativas podem sugerir que masculinidades negras, especialmente as afeminadas, são antecipadamente lidas como desvios, o que ativa dispositivos de vigilância e correção que operam humilhações sutis e silenciamentos curriculares. Contudo, é nesse campo que também podem emergir estratégias de (re)existência. A relevância do estudo reside no fato de que jovens negros gays, sobretudo os que performam masculinidades afeminadas, estão entre os mais vulneráveis à exclusão e violência na escola. Esta pesquisa justifica-se, assim, pela necessidade de tensionar a escola como espaço de disputas simbólicas, onde práticas cotidianas revelam tanto dispositivos de exclusão quanto potências de reinvenção.

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