Artigo Anais do X ENALIC e o IX Seminário Nacional do PIBID

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

ENTRE O TRABALHO E A FORMAÇÃO: DESAFIOS DE PERMANÊNCIA NAS LICENCIATURAS INTERDISCIPLINARES DE UMA UNIVERSIDADE FEDERAL

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Publicado em 02 de fevereiro de 2026

Resumo

Este estudo investiga como as condições socioeconômicas e laborais dos estudantes das Licenciaturas Interdisciplinares em Ciências Humanas (LCH) e em Ciências Naturais e Exatas (LCNE) de uma universidade federal, no período de 2020 a 2023, atravessam e moldam sua formação docente. A partir de dados da pesquisa anual de rematrícula institucional, analisaram-se as trajetórias de licenciandos trabalhadores, considerando carga horária semanal, vínculo empregatício, renda familiar e papel como mantenedor da família. Os resultados revelam que a maioria concilia jornadas extensas, muitas vezes superiores a 30 horas semanais, com as exigências acadêmicas, e que grande parcela é responsável pelo sustento de suas famílias, com renda per capita frequentemente inferior a 1,5 salário mínimo. Essas condições impõem desafios que ultrapassam a simples gestão do tempo, pois limitam a participação em atividades de extensão, pesquisa e formação complementar, restringem o espaço para a reflexão crítica e afetam diretamente a qualidade do aprendizado. As diferenças entre os cursos, com maior presença de vínculos formais e estágios na LCNE e predominância de trabalhos informais na LCH, revelam desigualdades também nas oportunidades de inserção profissional. Ao relacionar esses dados com a literatura nacional sobre formação docente e permanência, evidencia-se que a democratização do acesso ao ensino superior, embora necessária, não é suficiente sem políticas efetivas de permanência que reconheçam a dupla ou tripla jornada desses estudantes. Garantir bolsas, flexibilizar horários e valorizar estágios remunerados significa não apenas viabilizar a conclusão do curso, mas assegurar que a formação desses futuros professores seja plena, crítica e socialmente comprometida. Sem isso, corre-se o risco de formar docentes que chegam à sala de aula já marcados pela exaustão e pela ausência das vivências acadêmicas que poderiam enriquecer sua prática educativa.

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