Artigo Anais do X ENALIC e o IX Seminário Nacional do PIBID

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

ENSINO DE QUÍMICA PARA/COM OS POVOS INDÍGENAS: INTERCULTUALIDADE E INTERCIENTIFICIDADE PARA UM ENSINO TRANSFORMADOR NA AMAZÔNIA

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Publicado em 02 de fevereiro de 2026

Resumo

O ensino de Química para/com os povos indígenas na Amazônia enfrenta desafios como a descontextualização curricular e a marginalização dos saberes tradicionais. Este estudo, baseado em revisão sistemática de artigos, teses e livros, propõe uma abordagem intercultural e intercientífica, articulando conhecimentos acadêmicos e tradicionais para uma educação libertadora. A partir de levantamento bibliográfico sobre o ensino de química nas escolas indígenas na Amazônia, utilizando da Análise Textual Discursiva (ATD) (Moraes; Galiazzi, 2016) construiu-se o corpus desse artigo. As escolas indígenas frequentemente reproduzem modelos colonizadores, com estruturas precárias e materiais didáticos genéricos que ignoram saberes locais, como a etnoquímica (conhecimentos químicos tradicionais). A intercientificidade (Little, 2010) oferece um caminho para o diálogo horizontal entre esses conhecimentos. A revisão identificou experiências exitosas onde o ensino de Química valorizou saberes tradicionais, como: uso de plantas medicinais para discutir compostos químicos utilizados pela comunidade; processos de fermentação no estudo de reações; conhecimentos locais sobre tratamento de doenças etc. Os professores indígenas, ao utilizaram dessa perspectiva relataram que a abordagem intercultural fortaleceu a autoestima dos alunos e a valorização de sua cultura. E de forma mais ampliada há relatos em que a experiência serviu como modelo para revisão de políticas educacionais locais, pressionando por recursos específicos para escolas indígenas. Apesar dos avanços, persistem entraves: (1) Falta de formação docente específica; (2) Resistência de gestores em adotar currículos interculturais; (3) Necessidade de ampliar a produção de materiais didáticos contextualizados. Conclui-se que o ensino de Química para/com povos indígenas deve ser uma ferramenta de emancipação. A interculturalidade e a intercientificidade permitem construir uma educação que dialogue com os saberes tradicionais, promovendo justiça cognitiva e enfrentando as estruturas opressoras. Nesse sentido, só podemos pensar em uma educação libertadora quando se reconhece as vozes dos oprimidos e as integra ao processo de ensino-aprendizagem.

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