ENSINO DE QUÍMICA PARA/COM OS POVOS INDÍGENAS: INTERCULTUALIDADE E INTERCIENTIFICIDADE PARA UM ENSINO TRANSFORMADOR NA AMAZÔNIA
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A partir de levantamento bibliográfico sobre o ensino de química nas escolas indígenas na Amazônia, utilizando da Análise Textual Discursiva (ATD) (Moraes; Galiazzi, 2016) construiu-se o corpus desse artigo. As escolas indígenas frequentemente reproduzem modelos colonizadores, com estruturas precárias e materiais didáticos genéricos que ignoram saberes locais, como a etnoquímica (conhecimentos químicos tradicionais). A intercientificidade (Little, 2010) oferece um caminho para o diálogo horizontal entre esses conhecimentos. A revisão identificou experiências exitosas onde o ensino de Química valorizou saberes tradicionais, como: uso de plantas medicinais para discutir compostos químicos utilizados pela comunidade; processos de fermentação no estudo de reações; conhecimentos locais sobre tratamento de doenças etc. Os professores indígenas, ao utilizaram dessa perspectiva relataram que a abordagem intercultural fortaleceu a autoestima dos alunos e a valorização de sua cultura. 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